Ellenco apoia "feras" do bicicross
As ciclistas Mayara Loebmann Perez, de 15 anos, e Bianca Quinalha, de 14, foram duas das únicas quatro mulheres brasileiras que disputaram no último mês o Campeonato Mundial de Bicicross na cidade de Victoria, no Canadá. As adolescentes, que estavam entre os 21 atletas brasileiros a rodarem na pista canadense, são de Sorocaba e chegaram ao Canadá detendo o título de campeãs mundiais e sendo as melhores do país em suas categorias.
Para participar da principal prova do circuito mundial de bicicross, Mayara e Bianca receberam apoio de três empresas para a aquisição das passagens aéreas, entre elas a Ellenco. A família responsabilizou-se em arcar com as demais despesas do campeonato realizado entre 26 e 29 de julho.
O apoio valeu a pena. Bianca Quinalha, que disputou o seu terceiro mundial, foi a única brasileira a passar por todas as três baterias e chegar à final da disputa. Terminou em 7º lugar, uma posição acima do seu projeto pessoal, que era estar entre as oito melhores do país. A participação de Bianca foi tão importante que ela consolidou o melhor resultado brasileiro na disputa que reuniu 2.500 atletas, de 40 países. Em resumo: ela está na elite do bicicross no mundo na categoria 14 anos, perdendo apenas para atletas da Austrália, França, Estados Unidos e Canadá.
Já Mayara Perez, a mais experiente da dupla, foi derrotada por uma virose justamente ao disputar o seu sétimo campeonato mundial. “Ela sofreu com a virose e, por apenas um ponto, não conseguiu passar pela segunda bateria e disputar a final. Ela é a mais experiente da dupla, sendo que ambas são bicampeãs do mundo e já venceram campeonatos paulistas, brasileiros e pan-americanos”, contou Cida Comitre, presidente do Clube Sorocabano de Bicicross, onde ambas treinam desde os cinco anos de idade e são os destaques dos 25 atletas que representam a região.
Em 2006, Mayara e Bianca conquistaram o título de campeãs do mundo em suas categorias. Neste ano, embora os resultados não tenham se repetido, elas se sentiram mais valorizadas e estimuladas. São um exemplo para a modalidade na região. “Elas treinam todos os dias e muito. Mas sem a colaboração da Ellenco e das outras duas empresas não poderiam ter disputado o campeonato mundial. Foi preciso investimento da família e muito sacrifício. O diferencial é que, tendo patrocinador, elas se sentem melhores. O apoio é tão importante que valoriza o atleta e interfere até na competição”, afirmou Cida. “Com o patrocínio da Ellenco, elas melhoraram até o desempenho nos treinamentos. O problema de saúde da Mayara foi uma fatalidade. Esporte é assim mesmo. Às vezes se ganha, às vezes não.”
A participação no Campeonato Mundial estimulará as ciclistas a participarem das Olimpíadas de 2008 em Pequim. Neste ano, as atuais melhores atletas da categoria feminino do Brasil só ficaram de fora dos jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro por um fato que nem o mais forte treinamento pode mudar: a idade. Os jogos só inscrevem atletas maiores de 18 anos.